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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

RESENHA: OS TREZE PORQUÊS - JAY ASHER

Há muito tempo eu queria ler Os 13 Porquês, e acabei emendando com outros dois livros que tratam do mesmo assunto: suicídio. Gostei da experiência, mas confesso que não foi fácil.

"Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende. Pensamentos que nem são tão verdadeiros - que não são realmente como nos sentimos -, mas que ficam rondando nossa cabeça porque são interessantes de pensar." 


Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

"Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa."

Hannah Baker está passando por uma situação difícil: como ela é nova na cidade, ela se sente sozinha, não tem amigos. Seus pais estão mais preocupados com seus trabalhos do que com a vida de sua filha, que está tendo de encarar fofocas e boatos pesados demais para uma adolescente tão sensível. Por diversos momentos, ela estava pedindo socorro, mas ninguém notou.

13 motivos a levam a cometer suicídio que são gravados em 7 fitas cassete. Elas devem passar por todas as pessoas que a fizeram sofrer, aos possíveis culpados de seu suícidio. Até que elas chegam em Clay Jensen, que fica confuso, já que não consegue pensar em nada que tenha feito que possa ter contribuido para Hannah se matar, afinal eles só haviam ficado juntos uma vez- numa festa bastante comprometedora para muitos.

"É por isso que, nesse exato momento, sinto tanto ódio. De mim mesmo. Eu mereço estar nessa lista. Porque se eu não tivesse tanto medo dos outros poderia ter falado para Hannah que havia alguém que se importava. E ela poderia estar viva."

Ele escuta as fitas enquanto caminha pela cidade, pelos lugares que Hannah menciona na fita e assim vai descobrindo um outro lado de pessoas que ele achava que conhecia. Entre elas, incluia a própria Hannah, da qual ele nutria um sentimento, mas nunca teve coragem de se declarar.

A narrativa fica por conta de Clay, alternando com as gravações de Hannah. No início é confuso, até você se acostumar com a dinâmica e sair pela cidade acompanhando o Clay e os dramas vividos por Hannah. Tenho que dizer que ela foi muito forte por ter aguentado tantas situações humilhantes, e foi triste em ver como os adolescentes são cruéis quando rotulam certas pessoas, sem imaginar nas consequências do que aquele ato pode desencadear.
Outra coisa é como os adultos não conseguem enxergar isso, já que quando jovens, é neles que buscamos refúgio, no caso da Hannah, infelizmente não houve, nem por parte dos pais, como do conselheiro da escola. 

Fica a dica de mais um livro envolvente e com uma mensagem triste, porém relevante. Ele sensibiliza o leitor a prestar mais atenção nas pessoas que estão ao nosso redor, a escutá-las mais. Isso pode ajudar muita gente na mesma situação. 

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