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Prazer, me chamo Kênia, moro em Brasília – DF, sou professora de inglês, canceriana, torcedora do Palmeiras, amante de chocolate e gatos. Tenho como paixão a música, especialmente o rock. Minhas bandas do coração são o Oasis e o Skank. No mesmo nível de paixão está a leitura e o cinema. Adoro seriados inteligentes e de super heróis, e às vezes algo meloso e fofinho pra dar uma equilibrada. Leio de tudo um pouco, mas sou fascinada por distopias, thrillers, fantasia e mitologia. Tenho uma queda pela escrita do Neil Gaiman e do Stephen King e adoro descobrir escritores novos de escrita instigante, principalmente os nacionais. Amo viajar e conhecer novas culturas e lugares históricos. Londres é meu lugar favorito no mundo e tive a oportunidade de desbravar essa maravilha de cidade três vezes. Já pisei em 12 países e só penso em aumentar a lista. Iniciei esse blog há 3 anos com o intuito de compartilhar experiências de um pouco de tudo: resenhas de livros, viagens pelo Brasil e pelo mundo, dicas de inglês, experiências e pensamentos pessoais. Divirtam-se ♥

domingo, 25 de dezembro de 2016

RESENHA: O GAROTO DO CACHECOL VERMELHO - ANA BEATRIZ BRANDÃO

Mais um caso de um livro que li mais pela capa e pelos burburinhos que ouvi pela internet do que pelo interesse na história clichê. Foi uma leitura pra desestressar, não é o tipo de livro que me chama a atenção, mas achei bacana que a história tenha sido escrita por uma menina de 16 anos e estar tendo uma repercussão tão positiva. Tive que conferir.



Sinopse: Uma história comovente, recheada de drama, suspense e romance. Melissa é uma garota linda, rica e mimada, que sempre consegue o que quer e tem todos na palma da mão. Ela acredita que a carreira de bailarina é a única coisa que realmente importa, porém suas certezas são abaladas quando faz uma aposta com um garoto misterioso, que parece ter como objetivo virar sua vida de cabeça para baixo. De repente, Melissa se vê dividida entre dois caminhos: realizar seu maior sonho, pelo qual batalhou a vida inteira, ou viver um grande amor. Mas, não importa aonde ela vá, todas as direções apontam para o garoto do cachecol vermelho... Com esta história intensa e apaixonante, Ana Beatriz Brandão vai emocionar e surpreender o leitor, provando que é uma jovem autora que tem muito a dizer.

"Você é a pessoa mais estressada, preconceituosa, egoísta, materialista e antipática que eu já conheci. – Estava prestes a dar um tapa nele ou berrar algum xingamento quando Daniel continuou, para minha surpresa: – E mesmo assim eu gosto de você. Gosto do tipo: ei, ela merece uma chance de se redimir, não é? Posso tentar ajudar!"

É noite de Ano Novo e Melissa está na rua comemorando a passagem de ano com seus amigos, quando um garoto com um cachecol vermelho no pescoço chama a sua atenção. O garoto é Daniel, e ele está fazendo um grafite no chão quando é abordado por Melissa, que o chama de vândalo e destrói sua arte sem nem conhecer o rapaz.
É a partir daí que o destino resolve juntar a vida dessas duas pessoas tão diferentes e o vândalo fará de tudo para mostrar a Mel que ela pode se tornar uma pessoa melhor. 

"Já tinha me acostumado àquela sensação. A bebida me fazia esquecer, por alguns momentos, quem eu era, e eu precisava disso. O álcool dá essa ilusão de liberdade, mas, depois do efeito entorpecente, a realidade volta a atingir a gente feito uma bomba nuclear, nos devastando por completo, e somos obrigados a encará-la novamente."

Mel é jovem, talentosa, bonita, rica, preconceituosa e extremamente irritante. Sua mãe que é médica, vive para o trabalho, e com essa distância, Mel não tem limites e acha que pode ter tudo o que deseja. Suas amizades são superficiais e sua rotina é festa e gastar muito dinheiro.
Sua única paixão verdadeira é o balé e sonha em conseguir uma vaga na maior escola de balé do mundo, a Juilliard. Para isso, está treinando muito para conseguir uma audição e exagerando nas dietas para ficar em forma. 

"Daniel tinha esse poder sobre as pessoas. Ele era como um farol no meio da noite escura, um ponto de luz que você tem que seguir se quiser sobreviver. Eu tinha que admitir: estava começando a me sentir atraída por esse farol."

Daniel é o oposto de Melissa: sorridente, atencioso, amoroso, simplesmente um homem com um coração bom que faz de tudo para ajudar as pessoas ao seu redor. Por isso, quando é confrontado pela arrogância de Melissa, ele quer mostrar a ela que o mundo não gira somente ao redor da jovem. 

Melissa e Daniel vão passar vários dias juntos – resultado de um acordo inesperado. Daniel acha que se a jovem o acompanhar várias horas por dias nas atividades dele, conhecer e conversar com as pessoas que ele convive, ela vai aprender a dar valor na vida. 

"Suspirei. Mais uma semana e meia com aquele garoto e eu estaria acabada, com o coração em pedaços, porque a cada gesto gentil dele, e a cada palavra que dirigia a mim, mais eu gostava dele." 

Em pouco tempo, Melissa se vê envolvida com o doce Daniel, que tenta de todas as formas ajudar a jovem e ao mesmo tempo passa por um problema pessoal que ele ainda não está preparado para compartilhar e enfrentar.

O garoto do cachecol vermelho é um romance fofo, bem escrito e fluido. A Ana Beatriz está de parabéns pela obra. Eu só não me encantei mais, porque achei um livro com muitos temas abordados, que poderiam ter sido mais desenvolvidos se tivessem sido limitados e desenvolvidos a partir daí.
Ela fala de preconceito, mesmo a protagonista sendo negra, o que 'tecnicamente' se espera um nível de tolerância; ausência dos pais e o impacto na vida dos filhos; a doença Esclerose lateral amiotrófica (ELA), dentre outros. 

E o bacana dessa história é que a Ana contruiu uma personagem intragável, do começo ao fim, totalmente sem empatia e que é difícil criar um vínculo com o leitor. Ver ela crescendo no livro é legal, mas ainda assim, não dá pra torcer por ela. 

Mas pelo Daniel, não tem como não se apaixonar! Ele é um personagem lindo, de alma pura e empático. O que ele passa no livro, tanto com as chatices da Melissa, como com seus problemas pessoais, já merece uma torcida por um final feliz.

Recomendo a leitura pela leveza da escrita e pela ousadia da escritora em se arriscar ao contar essa história bonita,  que vai te fazer sorrir, sentir raiva, ódio, tristeza. Ela vai te cativar de alguma forma.

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